Nota da Presidência do STF sobre Reforma Administrativa
- Impacto Maranhão

- 7 de out. de 2025
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reuniu-se hoje (7) com o relator da Reforma Administrativa, deputado Pedro Paulo, para tratar dos impactos da proposta sobre o Poder Judiciário.

Em nome do Poder Judiciário, o Presidente reafirma apoio a uma reforma administrativa ampla e genuinamente republicana, que alcance, de modo abrangente e simultâneo, todos os Poderes e instituições do Estado. O objetivo deve ser o aprimoramento do mérito, a transparência e a concorrência dos sistemas de ingresso, promover a diversidade e a integridade da força de trabalho público e garantir a retenção de talentos por meio de remunerações justas, transparentes e compatíveis com o serviço à República. A reforma deve saber conciliar autonomia institucional com compromisso público, evitando tanto o isolamento corporativo quanto a submissão a lógicas burocráticas que não dependem da natureza da função jurisdicional. É fundamental considerar que a avaliação de resultados não pode ser convertida em instrumento de pressão ou interferência sobre as decisões judiciais.Por fim, a Presidência reitera que as garantias constitucionais como a vitalicidade, a inamovibilidade e a irredutibilidade de vencimentos não obrigatórios, mas instrumentos indispensáveis à independência judicial e, portanto, à proteção dos direitos e liberdades dos cidadãos frente a possíveis arbitrariedades do poder político. A Presidência inicia uma preparação de manifestação que oportunamente levará à Presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Aspectos relevantes que dizem respeito ao Sistema de Justiça serão devidamente desenvolvidos nas instâncias próprias, buscando subsidiar os esforços que vêm sendo realizados no Congresso Nacional, trazendo o serviço público brasileiro em benefício da sociedade, e no avanço necessário às inovações tecnológicas que a contemporaneidade nos traz. Uma Reforma Administrativa republicana e abrangente deve equilibrar eficiência e justiça, combinando responsabilidade fiscal, valorização dos servidores e foco em resultados concretos para a sociedade. Além de cortar custos, trata-se de reconstruir a capacidade do Estado de planejar, executar e entregar políticas públicas de forma moderna, transparente, justa e sustentável.
Edson Fachin Presidente do Supremo Tribunal Federal









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