Ataque russo deixa ao menos 19 mortos; Kiev diz ter respondido em Soshi

Prédio residencial em Pryluky foi destruído; Zelensky afirma que Ucrânia atingiu alvos de petróleo na Rússia
07/10/2026 por Impacto Maranhão

Um ataque russo na Ucrânia, na madrugada desta quarta-feira (7/10), matou ao menos 19 civis, incluindo quatro crianças, e deixou cerca de 60 feridos, segundo autoridades ucranianas, de acordo com a Associated Press. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que o Exército russo destruiu um prédio residencial em Pryluky, na região de Chernihiv, como “presente” de aniversário para Vladimir Putin, que completou 74 anos.
Os balanços mudaram ao longo da manhã. Zelensky falou inicialmente em 11 mortos no país, e a Euronews chegou a registrar 12 e depois 14. A AP, em texto posterior, informa 19 mortos. Segundo a agência, o bombardeio atingiu Kyiv e outras 12 regiões, e a Ucrânia já esperava a ofensiva: Zelensky havia alertado, na véspera, que a inteligência detectou preparativos para um ataque em massa.
O ataque a Pryluky
Segundo o ministro do Interior ucraniano, Ihor Vyhivskyi, o ataque destruiu um bloco de apartamentos em Pryluky, matou 13 pessoas, entre elas quatro crianças, e feriu cerca de 50, de acordo com a AP. Zelensky descreveu o alvo como um prédio residencial comum, de cinco andares, em publicação na rede social X, e disse que as equipes de emergência trabalhavam sem pausa no local.
O Meduza informa, com base em dados das autoridades, que um míssil de cruzeiro destruiu duas seções do prédio. O ataque também danificou outros edifícios residenciais, um centro de criatividade infantil e juvenil, uma instalação industrial e veículos particulares. As primeiras contagens eram menores: Zelensky relatou cinco mortos e 26 feridos, e o ministro chegou a falar em nove mortos, segundo a Euronews.
Escala do bombardeio e versão russa
Zelensky disse que o ataque russo usou cerca de 70 mísseis, muitos deles balísticos, além de drones Shahed, segundo a SBT News. A Força Aérea ucraniana informou ao menos 50 mísseis e 130 drones, de acordo com a Euronews. Houve mortos também em Kremenchuk, em Oleksandriya e em Kyiv, onde duas pessoas morreram em um incêndio no bairro de Darnytskyi, segundo o prefeito Vitali Klitschko.
Segundo o Meduza, a Força Aérea ucraniana disse ter derrubado cinco mísseis balísticos, 39 de cruzeiro e 117 drones desde a noite anterior, 38 deles movidos a jato. A AP afirma que as mortes ilustram a dificuldade ucraniana em conter mísseis balísticos e os novos drones a jato, e que Kyiv busca pelo mundo mísseis Patriot, escassos por causa da guerra no Irã.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou um ataque maciço durante a noite contra instalações industriais ligadas à produção e ao armazenamento de mísseis e drones, além de estruturas portuárias e de reparo naval na região de Odesa, segundo a Euronews, que registra que o ministério não mencionou vítimas civis. Para Pryluky, a pasta afirmou que o alvo era uma fábrica de componentes de mísseis Flamingo, segundo o Meduza.
A resposta ucraniana
Em publicação no X na manhã desta quarta-feira, Zelensky chamou de “respostas justas” aos bombardeios russos os ataques que, segundo ele, atingiram no último dia quatro alvos ligados ao financiamento e à condução da guerra pela Rússia: duas instalações de petróleo e um campo de treinamento nas regiões de Perm, Samara e Astracã, além de uma ação no Mar Negro. A AFP registrou a declaração.
Zelensky disse ainda, segundo a AFP, que os militares estão prontos para responder na medida em que os sistemas de defesa permitirem. As informações sobre os alvos atingidos partem do governo ucraniano. As fontes consultadas não trazem, até agora, confirmação independente de danos nesses locais nem manifestação de autoridades russas sobre esses ataques específicos.
A AP registra que a Ucrânia vem respondendo aos bombardeios russos com drones e mísseis de longo alcance contra refinarias e depósitos de combustível. Em 3 de outubro, Zelensky disse que o país vai intensificar os ataques a refinarias russas, sem atingir alvos civis, segundo o Ukrainska Pravda. Após reunião do Estado-Maior, em 6 de outubro, ele afirmou ser necessária uma resposta espelhada, de acordo com o UA News.
Na terça-feira (6/10), antes do bombardeio russo desta quarta, o Kyiv Independent noticiou que drones ucranianos atingiram o centro de distribuição de Volodarsk, maior depósito de petróleo da região de Moscou, segundo canais de monitoramento. O jornal não conseguiu verificar de imediato. O prefeito de Moscou, Serguei Sobianin, disse que ao menos 650 drones ucranianos seguiram para a capital e que 105 foram abatidos na aproximação.
O Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou em 4 de outubro que mais de 51% da capacidade de refino da Rússia foi desativada por ataques ucranianos, segundo o Kyiv Independent. A declaração é de uma das partes e não foi verificada de forma independente nas fontes consultadas. A mídia estatal russa classificou o ataque de terça-feira como o maior de drones à região de Moscou em dois anos.
O que acontece a seguir
As buscas por sobreviventes continuavam em Pryluky nas últimas atualizações consultadas, e os balanços devem ser revisados. Zelensky voltou a pedir mais defesa antiaérea, e a Renascença registra o pedido por sistemas Patriot. Os números desta matéria sobre o ataque russo refletem os relatos publicados até a manhã desta quarta-feira, horário de Brasília. Não há, nas fontes consultadas, anúncio de resposta de aliados ocidentais.
QUE IMPACTO ISSO CAUSA NO MARANHÃO?
A Rússia foi a segunda maior origem das importações do Maranhão entre janeiro e julho de 2026, com US$ 528,7 milhões, atrás dos Estados Unidos (US$ 1,004 bilhão), segundo a FIEMA, com base no Comex Stat, em reportagem do Jornal Pequeno de 1º/10. Óleos de petróleo e derivados predominaram nas compras vindas da Rússia, dos EUA e da Arábia Saudita.
No Porto do Itaqui, a Rússia foi a principal fornecedora de fertilizantes em 2025: 890,6 mil toneladas de um total de 4,22 milhões importadas até novembro, segundo o porto. De janeiro a julho de 2026, a FIEMA aponta Egito e Marrocos como os principais fornecedores de fertilizantes entre os cinco maiores países de origem das compras do estado. As fontes consultadas não indicam que o ataque desta quarta tenha afetado esses fluxos.
Fontes
Russian strikes on Ukrainian cities kill at least 19 in a major attack that Kyiv saw coming — Associated Press, via Washington Times
Publicação de Zelensky no X sobre as respostas da Ucrânia — Volodymyr Zelensky (X)
Heavy casualties in Ukraine after Russian strikes — AFP, via Free Malaysia Today
Zelenskyy says Russia missile attack that killed 14 is birthday 'gift' to Putin — Euronews
Ataque russo com 70 mísseis deixa 19 mortos na Ucrânia — SBT News
Russian missile strike on apartment building in Ukraine kills 14, including four children — Meduza
Publicação de Zelensky no X sobre Pryluky — Volodymyr Zelensky (X)
Rússia lança ataque com drones e mísseis contra a Ucrânia e mata pelo menos 11 pessoas — Renascença
Largest oil facility in Moscow region erupts in flames following massive Ukrainian drone attack — Kyiv Independent
Ukraine will step up strikes on Russian refineries in response to Moscow's aerial terror — Ukrainska Pravda
After visiting Stava, Zelenskyy stated that a tit-for-tat response to Russia's attacks was necessary — UA News
Maranhão exporta US$ 2,85 bilhões até julho e mantém superávit — Jornal Pequeno, com dados da FIEMA e do Comex Stat
Importações de fertilizantes atingem melhor desempenho da história do Porto do Itaqui — Porto do Itaqui







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