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Dólar cai abaixo de R$ 5 e Ibovespa bate 209 mil após 1º turno

Foto do escritor: Impacto Maranhão
Impacto Maranhão
5 de out.
2 min de leitura

Mercado reage ao resultado da eleição presidencial; analistas ressalvam que a incerteza continua até o 2º turno, em 25 de outubro.

05/10/2026 por Impacto Maranhão




dólar abaixo de R$ 5

O dólar caiu mais de 4% e passou a ser negociado abaixo de R$ 5 nesta segunda-feira (5), e o Ibovespa chegou a 209,6 mil pontos, recorde histórico, na primeira sessão após o 1º turno das eleições. Segundo a CNN Brasil, no início da tarde a moeda americana era cotada a R$ 4,98, em queda de 4,33%, e o índice da bolsa subia cerca de 8,9%.

O que move o mercado

O movimento ocorre depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o 1º turno à frente de Lula (PT), resultado que contrariou a maior parte das pesquisas, segundo a Exame. Com 99,8% dos votos apurados, Flávio tinha 47,1% dos votos válidos, e Lula, 45,1%.

O Goldman Sachs avalia que o resultado deixa o 2º turno mais competitivo e dá ao candidato do PL leve vantagem inicial.

Os juros futuros também recuaram. Segundo a CNN Brasil, o DI para janeiro de 2028 estava em 12,525%, contra ajuste de 13,509% na sessão anterior. Em Nova York, ações brasileiras como Petrobras e Itaú subiam mais de 10% na abertura.

O que dizem os analistas

A estrategista da Nomad Rebecca Nossig atribuiu a alta a uma melhora nas perspectivas para a trajetória da dívida pública a partir de 2027. O economista-chefe da Forum Investimentos, Bruno Perri, citou a percepção de risco e a expectativa de entrada de capital estrangeiro na bolsa como fatores da queda do dólar.

O Citi alertou que a reação pode seguir positiva no curto prazo, mas que a incerteza eleitoral deve persistir até o segundo turno. O JP Morgan projeta que o dólar teste R$ 5,00 e possa chegar a R$ 4,95 ou R$ 4,80 nas próximas semanas, segundo a Exame.

O que acontece agora

O segundo turno da eleição presidencial será em 25 de outubro. Segundo a Exame, o desempenho nos debates, a estratégia das campanhas, a mobilização do eleitorado e o apoio dos candidatos eliminados devem pesar na disputa, e o câmbio segue como termômetro acompanhado pelos investidores.

QUE IMPACTO ISSO CAUSA NO MARANHÃO?

• As vendas externas do Maranhão são negociadas em dólar, então a cotação altera o valor em reais do que o estado recebe. De janeiro a julho, o estado exportou US$ 2,849 bilhões, e a soja respondeu por US$ 1,313 bilhão (46,10%), com 85,61% do valor da soja vendido à China, segundo a Fiema, com base no Comex Stat.

• O dólar também pesa nas compras externas. O Maranhão importou US$ 2,508 bilhões no período, e óleos de petróleo e derivados foram 86,41% do que veio dos Estados Unidos, maior fornecedor do estado, com US$ 1,004 bilhão. Fertilizantes do Egito e do Marrocos completam a lista, segundo a Fiema.

 
 
 

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