Itália envia 500 militares a Milão após confrontos em protestos

O governo da Itália aprovou na terça-feira (20) um pacote de segurança que inclui o envio de 500 militares a Milão, depois de um fim de semana de saques e confrontos com a polícia em cidades do norte do país.
21 de outubro de 2026 por Impacto Maranhão

Segundo a Al Jazeera, o Ministério da Defesa informou que os militares reforçarão a segurança de locais-chave e a vigilância de pontos sensíveis. As medidas valem imediatamente, e o texto não informa a duração.
O pacote cria um crime de participação violenta em manifestações. Segundo a Al Jazeera, quem, em grupo de pelo menos cinco pessoas, puser em risco a segurança pública durante protestos pode pegar até cinco anos de prisão e multa máxima de € 20 mil, com penas maiores se houver rosto coberto ou feridos. O texto prevê ainda reparação rápida de danos e responsabilização dos pais de menores envolvidos.
O que muda para menores e para os militares
A polícia poderá deter jovens de 14 a 17 anos que não tenham cometido crime, se houver indícios de que representam perigo, segundo a Al Jazeera. O gabinete não deu poder de polícia aos soldados, o que, de acordo com o veículo, teria ocorrido após oposição do presidente Sergio Mattarella. Na véspera da decisão, a CNBC, em tradução do Times Brasil, informava que a ideia estava em estudo.
A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou, em publicação nas redes sociais, que destruir e roubar não é protesto, mas crime, e que a resposta do Estado deve ser firme, segundo a Al Jazeera. Mattarella disse, conforme a CNBC, que toda forma de violência é inaceitável e defendeu análise aprofundada dos fatos. O vice-premiê Matteo Salvini anunciou o envio dos militares e o classificou como vitória da Liga.
O que aconteceu nos protestos na Itália
Segundo a Itatiaia, no sábado (17) houve manifestações em cidades do norte, como Milão, Bolonha, Brescia, Bergamo e Turim. No domingo (18), os atos em Milão se tornaram violentos: manifestantes enfrentaram a polícia, saquearam lojas e danificaram prédios, e a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água. Uma barricada de papelão e lixo foi incendiada na Piazza Duomo. Na segunda-feira, o centro de Milão teve forte presença policial.
Os números variam conforme a fonte e o momento. A Itatiaia informa 271 jovens detidos, dos quais 32 foram presos, entre eles 23 menores e 13 estrangeiros, além de 28 denunciados à Justiça. A CNBC, citando jornais locais, falava em cerca de 50 detidos em Milão e 7 em Bolonha, com pelo menos um policial e cerca de 20 manifestantes feridos. As autoridades não divulgaram estimativa de prejuízos.
Por que os italianos protestam
A Al Jazeera aponta como causas a revolta com a alta dos preços de combustíveis e energia, os aluguéis elevados, os salários baixos e o estado dos serviços públicos. Manifestantes do norte e do sul dizem que a alta de preços empurra famílias para a pobreza. A Itatiaia liga os atos a protestos semelhantes na França desde o fim de setembro, e a CNBC cita a defesa de melhores condições de vida e de direitos trabalhistas.
Separadamente, segundo a Al Jazeera, caminhoneiros do sul da Itália fazem bloqueios de estrada por causa do preço do diesel, o que atrapalha cadeias de abastecimento. A reportagem não informa quantos motoristas participam nem a duração dos bloqueios.
O que acontece a seguir
As medidas passam a valer imediatamente, de acordo com a Al Jazeera, mas as reportagens consultadas não informam a tramitação no Parlamento nem possíveis contestações na Justiça. A CNBC informou que parte das propostas já constava de um projeto de lei de segurança aprovado em julho e em análise no Senado. As reportagens não indicam novas manifestações convocadas.







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