Meta desabilita anúncios de Lula a 10 dias do 1º turno

Plataforma não especifica qual regra foi violada; campanha recorre e cogita acionar o TSE

A Meta, dona do Facebook e do Instagram, desabilitou na quarta-feira (23) a conta de anúncios oficial da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), identificada como "Eleições 2026 Luiz Inácio Lula da Silva Presidente". A medida ocorreu a 10 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro.
Segundo a campanha, a Meta notificou apenas que "algumas das suas atividades não seguem nossas regras", sem detalhar qual conduta ou norma específica teria sido descumprida.
O que diz a campanha de Lula
A coligação Brasil Pronto pra Mais e o PT apresentaram recurso à própria Meta na quinta-feira (24), pedindo o restabelecimento da conta em até seis horas. Segundo o documento, a desativação impede a criação e veiculação de novos anúncios, além do uso e compartilhamento de públicos já construídos pela campanha.
Os advogados classificam a decisão como "unilateral, imotivada e desamparada de qualquer justificativa objetiva", e afirmam que o episódio representa "grave risco à paridade de armas" na disputa presidencial. A campanha informou que pode acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) caso a conta não seja restabelecida.
Contexto: não é o único caso
O episódio ocorre no mesmo período em que a Meta restringiu conteúdo de outros dois veículos: o jornal Diário Carioca e material do apresentador Fábio Porchat, que classificou a remoção como censura, segundo reportagens do próprio Diário Carioca.
Paralelamente, a Justiça Eleitoral abriu apuração sobre uma rede de distribuição de conteúdo no Instagram associada, segundo ação apresentada pela coligação de Lula, à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) — o levantamento identificou 1.826 publicações em formato collab, envolvendo 492 perfis.







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