RAF Fairford: suspeitos de plano terrorista serão soltos

Cinco britânicos presos perto de base usada pelos EUA na guerra contra o Irã deixam a custódia sob condições rígidas; investigação continua
28/09/2026 por Impacto Maranhão

Os cinco homens presos perto da base aérea RAF Fairford, no oeste da Inglaterra, serão soltos sob condições rígidas de deslocamento, informou nesta segunda-feira (28) a polícia antiterror do Reino Unido. Segundo o policial Laurence Taylor, a soltura não significa que a investigação terminou.
Os suspeitos foram detidos na madrugada de domingo (27), depois que a polícia de Gloucestershire recebeu alertas sobre três veículos suspeitos a caminho da base. Eles foram presos por suspeita de crimes previstos na Lei de Explosivos e, em seguida, por suspeita de preparar um ato terrorista. Segundo a polícia, os cinco são britânicos, moram em Londres e têm entre 20 e 29 anos.
Por que a RAF Fairford é estratégica
A RAF Fairford abriga a Força Aérea dos Estados Unidos e, desde fevereiro, funciona como ponto de apoio das operações americanas contra o Irã, com bombardeiros B-1 Lancer e B-52. O vilarejo de Whelford, onde ocorreram as prisões, fica a cerca de 3 quilômetros da base.
No domingo, cerca de 85 casas foram esvaziadas por precaução, e especialistas em explosivos do Exército britânico examinaram três vans dentro de um cordão de 400 metros. Até a manhã desta segunda, os moradores ainda não tinham voltado para casa e os veículos continuavam no local, segundo a agência AP.
O que dizem os governos
O presidente dos EUA, Donald Trump, atribuiu as prisões à cooperação com os britânicos e afirmou que os suspeitos estavam sob observação havia muito tempo. Segundo a CNN, as autoridades do Reino Unido não comentaram essa afirmação. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, informou que presidiria nesta segunda uma reunião do COBRA, comitê que trata de emergências nacionais. O chanceler Ed Miliband afirmou que o caso lembra as ameaças que o país enfrenta.
A polícia diz analisar todas as hipóteses, inclusive a de ação de intermediários ou de pessoas que agiram, sabendo ou não, a serviço de um Estado estrangeiro. Segundo a AP, os investigadores apuram possível ligação com Irã, Rússia ou grupos não estatais, sem conclusão até agora. A embaixada do Irã em Londres negou envolvimento.
O que acontece agora com o caso RAF Fairford
Os cinco deixam a custódia sob regras rígidas de deslocamento, e a investigação segue com a polícia antiterror. A Embaixada dos EUA em Londres orientou os americanos no Reino Unido a ter cautela com a segurança pessoal. Novas informações podem sair da reunião do COBRA prevista para esta segunda.







Comentários